Em uma tarde incomum de calor em Belo Horizonte, o autor responde a quem estranha a pausa no blog: decidiu estudar mais e ler obras introdutórias de Ciência Política, e encheu cadernos de anotações.
Notas a partir de “Os Tenentes na Revolução Brasileira”, de Octavio Malta, e dos livros que ele cita sobre as décadas de 1920 e 1930, época que explica boa parte do Brasil de hoje.
Sobre a tese liberal de que tiranias não duram, a ideia de Roberto Campos de que ditaduras são biodegradáveis e por que as de Esquerda sabem mobilizar sentimentos que sustentam o Sistema de Poder.
Elogio a “Os Grandes Problemas da Ciência Política”, de Lipson, e à Coleção Pensamento Político da UnB: livros que explicam o básico com clareza ao leitor não iniciado.
Balanço de fim de ano, antes da posse de Lula: o autor diz não dever desculpas aos leitores por publicar pouco e lembra o que escreveu desde o início do mandato de Bolsonaro.
Uma semana após a eleição, o autor confessa tristeza, mas não surpresa: triunfalismo, subestimação dos oponentes e ausência de vontade de lutar eram, para ele, receita de fracasso.