Chico Buarque proíbe o uso de suas músicas num espetáculo com discurso antigoverno: o autor defende o direito dele, lembra seu petismo e fala dos Rolling Stones em Cuba.
A capa de “Veja” com Lula dando uma banana, as gravações com palavrões e o despertar do sentimento de dignidade que, para o autor, é o pesadelo dos opressores.
Conversa com um amigo alarmado com os áudios de Lula e os protestos na Praça dos Três Poderes, sobre se o povo vem em massa e sobre tabus e realismo político.
O pedido de prisão preventiva de Lula como desperdício de munição, as queixas dos donos de comunicação a Edinho Silva e a lembrança de dois grandes músicos.
A condução coercitiva de Lula, vista à luz da reflexão de Magalhães Lins de que quem erra por ignorância pode ser mais perigoso: o episódio deu oxigênio a um esquema de Poder em desgaste.
A saída de Eurípedes Alcântara da direção da Veja: o autor, saudosista da revista dos anos 80 e 90, critica seus erros primários e cita Elio Gaspari sobre o editor.