A nossa BH e a deles (revisited)
Este blog publicou (23 de dezembro de 2008 ) mensagem sobre o resultado das eleições municipais e nela eu advertia : “as maquiagens de nova política de transporte coletivo da BHTrans não lograrão êxito duradouro no seu propósito de iludir, pois como de hábito, novos aumentos serão o presente de ano novo aos belorizontinos e as supostas benesses nem de longe esconderão seu caráter de embuste”.
Fui profeta? Escrevi diante de uma bola de cristal? Não, apenas sofro o transporte coletivo há décadas e sei que quando anunciam novidades, vara de marmelo nova em folha vibrará sobre nossas costas, apenas isso. Aqui onde moro, Castelo, a linha, já deficiente, foi cortada aos domingos. O presidente da Associação de Moradores, Dorgival Modesto Jorge, que havia apoiado a candidatura triunfante, organizou abaixo assinado com texto onde dizia estranhar a punição como forma de retribuir votos que tal ato (suspensão da linha) simbolizava. Muitos assinaram, inclusive eu, mas não faltaram moradores que aplaudiram, uma vez mais, a BHTrans.
É sempre assim, quem em BH ainda se surpreende? Habitamos uma cidade onde a Associação de Usuários de transporte coletivo, SEMPRE, mas SEMPRE justifica a BHTrans e as empresas e ninguém parece considerar isto peleguismo, ninguém se revolta, abaixa-se a cabeça e suporta-se mais um dia, e fala-se da violência do Rio como compensação.
Conheço de perto o ninho ideológico de todo esse desconcerto (UFMG), onde a burocracia é verdadeiramente o culto celebrado, o chão sagrado do petismo, o paraíso dos tiranos de guichê.
Os alunos aplaudem, justificam, alegam boas intenções dos burocratas em todas as filas. E suportam mais um dia. Falam da violência do Rio como compensação.