Serra e o O Medo de Bater 3
O assalto às ruas por militantes petistas é recurso conhecido pelo menos desde 1989, assisti em BH cordões que desmentiam Vandré, nada tinham de indecisos, e assustavam, muitos sabem ser este o motivo da derrota de Lula naquele ano, não sua vida íntima exposta na campanha de Collor.
Serra surpreso é que nos deixa surpresos. Que esperava? É o comportamento petista natural, natural como ratazanas corajosas ante humanos amedrontados. Um líder se ocultar em uma loja enquanto sua militância enfrenta provocadores diz muito sobre o que nos será reservado caso ele ganhe: greves gerais, quebradeiras que farão a França dos últimos dias parecer um retiro espiritual, avanços do MST em escala jamais suposta nem mesmo por eles, etc, etc, etc.
Lula se refere a Serra como “este homem”, acusando-o de “armação” e que faz Serra? Responde algo como “Ele nos mede por sua régua”, ao invés de queixar-se à polícia, levar Lula aos tribunais, berrar, usar contra seu agressor linguagem igualmente desrespeitosa (a única inteligível por petistas), e mesmo liderar a batalha campal (pois a caminhada resultou numa) . Roberto Campos no “Lanterna na Popa” diz que na sua primeira campanha ao Senado por Mato Grosso aprendeu que muitas vezes o que determina uma eleição é o uso da linguagem PAMG – Prometer, Acusar, Mentir e Gritar.
Mais eficaz que o PAMG é o recurso da anticandidatura, é fazer como Ulysses Guimarães no início dos anos 70 contra o regime de então: marchar em protesto contra eleições que não são eleições . Ir ao exterior exibindo a agressão e o deboche incentivador de violências do ” Presidente ” seria o mais digno e provavelmente a única contribuição de Serra ao País. Mas ele então não seria o Serra e é dele que escrevo. Serra continuará seus passos irresolutos nas ruas onde petistas o esperarão em vigília.