Guerra Civil no Rio de Janeiro : O Estado enfim aceita a declaração unilateral (do outro lado )
O desfile de blindados e tanques pela Zona Norte do Rio de Janeiro foi visão revitalizante para a população local, a mais sofrida da cidade e historicamente a maior vítima dos “conceitos de segurança” elaborados em gabinetes ocupados por burocratas insensíveis ao pranto e maldições vertidos pelas bocas de pessoas que padecem (sob o sol sem o paliativo do mar) a tirania de facínoras bem armados e melhor defendidos por “Intelectuais” de Universidades e ONGs.
Para a gente daquele pedaço, o aparato militar não “evocou lembranças da ditadura” – ditadura era o que conheciam como realidade inapelável, o cotidiano como prisioneiros, levando como bola de ferro atada aos pés a pergunta : “Será o meu o ônibus incendiado de hoje ?”
Não faltarão antropólogos, sociólogos e Doutores em Causas da Violência para lamentar a ocupação militar da Penha, aliás já deram sua contribuição ao debate, sendo ouvidos como oráculos enquanto babavam suas obviedades e tolices sobre “Ocupação social do espaço” e “correlação – baixa escolaridade – criminalidade”. Seguramente revistas da Esquerda tupinambá já preparam edições sobre a “Política de extermínio da população jovem e negra”, com artigos assinados por artistas, professores universitários e outros “agentes sociais”. revistas transportadas sob o sovaco cúmplice de estudantes e merecidamente desprezadas pelos libertados de hoje.
A Guerra Civil foi aceita pelo Estado após pelo menos trinta anos ter sido declarada, mas antes tarde… o inimigo tem que ser caçado nas cátedras universitárias, nos departamentos de jornalismo das TVs e principalmente no Congresso, onde projetos de lei (sobre combate ao Crime) repousam em coma ao som do Pancadão e dos tiros de AR-15.